anusckaLeal

ideologias, pensamentos, desabafos...algo que parte de dentro de nós!

2006-07-21









Estes sao todos os meus amores pequeninos com quem lidei durante uma semana! encheram o meu coraçao de alegria, amor, carinho e brincadeira e fizeram-me sentir alguem importante na vida deles! adoro-vos meus pequenotes e vou morrer de saudades vossas!

2006-07-11

Talvez sim, talvez não
Eu não sei
Porque não dou meu coração
Porque sim, porque não
Eu só sei que...
não dou ouvidos à razao
Silhueta de ti
Em momentos de solidão
Relembro a tua voz
Meu pobre coração
Tenho medo de me voltar a dar a ti
Apesar de nao saber como viver assim
Mesmo quando me quero entregar
Oiço a voz do coração dizer
não é facil amar!

Porque nem sempre se escolhe
Quem se quer , quem se ama demais
tenho medo...
tenho medo...
De me voltar a dar a ti!

2006-07-01

FADO


O FADO
Fado, poema de vulgo, de carácter narrativo, em que se narra uma história real ou imaginária de desenlace triste, ou se descrevem os males. Música popular, com um ritmo e um movimento particular, que se toca ordinariamente na guitarra e que tem por letra os poemas chamados Fados.
O fado é por excelência, a canção de Portugal. Produto de um sentimento próprio, de uma alma que não se explica mas que se sente, o fado é ainda hoje o produto mais nobre e genuíno da cultura popular portuguesa.
ORIGENS DO FADO

Ao longo do nosso trabalho iremos constatar várias perspectivas, acerca das origens do fado, de vários autores e historiadores que não só se baseiam em recolha de dados como também nas suas próprias opiniões, originando assim uma grande susceptibilidade.
A enciclopédia Luso-Brasileira fala-nos do Fado como pertencente à canção popular portuguesa, definindo três períodos de aparecimento e evolução musical deste género de música:
O primeiro período surge com o aparecimento do Fado em Lisboa a partir de 1822, na transição do “Lundum” para o Fado, onde a dança continua a ter maior importância. Já no segundo período, a partir de 1840, o canto supera a dança e é valorizado o uso da Guitarra em substituição da viola.
A partir de 1888 surge ou ocorre o terceiro período onde o fado já é totalmente divulgado passando a ser aceite pelas classes sociais mais altas.
A divulgação do fado chega então a Coimbra através dos estudantes universitários.

Segundo Pinto de Carvalho no seu livro “História do Fado”, até 1840 apenas existia um tipo de canção entoada pelos marinheiros a qual era cantada à proa das embarcações (origem marítima).
Pinto de carvalho afirma então que: “ para nós o fado tem uma origem marítima, que vislumbra no seu ritmo onduloso como os movimentos cadenciados da vaga, da lancinante como o jogar de bombordo a estibordo nos navios sobre a toalha liquida florida de fluorescências fugitivas ou como o vaivém das ondas batendo no costado, ofeguento como o arfar do Grande Azul desfazendo a sua túnica franjado de rendas espumosas, triste como lamentações fluctívogas de Atlântico que se convulsa glauco com babas de prata, saudoso como a indefinível nostalgia da Pátria ausente (…) o fado nasceu a bordo, aos ritmos infinitos do mar, nas convulsões dessa alma do mundo, na embriaguez murmurante dessa eternidade da água”.
Pinto de Carvalho diz que “ o homem do mar é eminentemente imaginativo e contemplativo. A sua vida precária, toda repassada de ideologismo e de saudade, torna-o idealista, inocula-lhe o vírus rábico da poesia.
O seu espírito perde-se nos êxtases do sonho e na embriaguez do além. Todo o marinheiro verseja; e alguns dos nossos poetas capitães embarcaram ou usaram a farda do botão de âncora: Camões e Belchior, Bocage e D. Gastão”.
Pinto de carvalho enuncia a origem marítima como a primeira fonte para a evolução do Fado em Portugal. Ele afirma mesmo que «é indubitável que o Fado só posteriormente a 1840 apareceu nas ruas de Lisboa. Até então, o único Fado que existia, o Fado do “marinheiro”, cantava-se à proa das embarcações onde andava de mistura com as cantigas de “levantar ferro”, a “canção do degredado” e outras cantilenas undívagas. O Fado do marinheiro foi o que serviu de modelo aos primeiros Fados que se tocaram e cantaram em terra.»
Como vimos anteriormente, Pinto de Carvalho defende a origem marítima como sendo o ponto de partida à evolução do Fado dos nossos dias dando o ano de 1840 como ano de divulgação do Fado em Lisboa. Mas outros autores defendem não só esta origem como outras.
Referem então uma primeira origem, em concordância com Pinto de Carvalho, onde afirmam que o “Lundum” foi trazido para Portugal pelos marinheiros.
Seguidamente defendem uma segunda origem que privilegia os estudantes brasileiros como portadores de melodias brasileiras. Alberto Sousa Lamy em “academia de Coimbra” pressupõe duas origens para o fado de Coimbra: uma delas baseadas nas melodias importadas pelos estudantes brasileiros que vieram, a partir de 1860, estudar para a Universidade de Coimbra, pelo que, o Fado de Coimbra teria aparecido pela primeira vez na cidade, na récita de despedida do ano lectivo de 1900/1901.
A terceira origem derivaria da vinda de estudantes portugueses, provenientes de Lisboa, os quais depois de terem convivido com os estudantes brasileiros trouxeram as canções e melodias para Coimbra. Já com os estudantes desta cidade, teve a possibilidade de se individualizar e diferenciar em Coimbra.
Fala-se também de uma quarta origem do Fado, onde é posta a possibilidade do fado de Coimbra ter evoluído a partir da “Modinha”, género sentimental que teve um grande cultor no Padre José Maurício, professor da cadeia de música da Universidade de Coimbra que, trocando o piano pela guitarra e os salões pelas ruas em noites de luar, simplificou o género musical virilizando-o na voz masculina.
Armando Simões, na sua obra “ A Guitarra – Bosquejo Histórico” dá lugar a uma quinta origem onde refere a influência das melodias árabes ou mouras no fado. O autor afirma que “ na invasão árabe, no século VIII, vê-se uma nova hipótese da génese do Fado na natural dolência dos cantos mouros, na suavidade dos seus romances e na cadência das suas lenga-lengas…”
Ainda nesta obra, Armando Simões refere outra influência, a Africana, que irá representar a sexta origem. Junto dos escravos africanos, nomeadamente angolanos, que foram levados para o Brasil, foram também algumas as manifestações culturais próprias, e entre elas, o “Batuque” e o “Calundum”, integrando-se com muita facilidade no conjunto das danças locais brasileiras.
Foi no Brasil que se transformou em “Lundum” e “Fado”, sendo já com estes novos vocábulos que surgiu em Portugal, no qual viria a ser conhecido simplesmente por “Fado”, vindo a desenvolver-se no nosso país, a partir de meados do século XIX.
Manuel de Sousa Pinto, na sua obra “O Lundum, avô do Fado”, mostra a sua concordância com a sexta origem onde defende que não só a melodia do Lundum mas a própria designação de Fado, na sua aplicação coreográfica, é de origem brasileira. Este autor ainda acrescenta que Mário de Andrade, um musicólogo brasileiro, provou com factos e datas a origem brasileira do Fado, aquando da escrita da sua obra “Pequena História da Música”.
Assim, o Lundum chegou a Portugal através dos marinheiros, que, pouco a pouco, foi introduzido nos bairros típicos da cidade de Lisboa.
Além de todas as seis origens já referidas, ainda é de referir uma última origem, a sétima. Esta, defendia a origem do fado, como proveniente das Cantigas de Amor e a Trova Provençal da Idade Média.
Mascaranhas Barreto na sua obra “Fado – História de Portugal”concorda com esta ultima origem quando afirma que: «de origem provençal, o fado sofreu a influência melódico-poética árabe e, ao longo dos séculos, ganhou características mais definidas, tornando-se numa maneira de cantar que exprime, genericamente, um estado psíquico de nostalgia. (…) O casamento dos príncipes trazia para Portugal a sua corte de cavaleiros e trovadores. Assim se formou, entre os portugueses, a escola de poesia provençal que veio fortalecer os primeiros passos de uma Literatura Nacional. (…) A “Chansó” era o mais nobre género de canção, própria de cavaleiros fidalgos; o “Sirvente” era cantado pelos soldados; os “Contenses” eram controvérsias travadas entre dois trovadores; o “Plang” era uma canção lamentosa: “Cantiga de Amigo” cantada de mulher para homem, e “Cantiga de Amor”, cantada de homem para mulher; e ainda outra forma de poesia, de expressão satírica: “cantigas de Escárnio ou Mal dizer”. (…) Oito séculos passados, o Fado actual conserva ainda antigas características. O Fado dos estudantes de Coimbra, como expressão do sentimento masculino, manteve o mesmo espírito das Cantigas de Amor. No Fado de Lisboa, parece predominar a forma das Cantigas de Amigo, expressão feminina, em que a mulher manifesta o seu sentir.»
A ORIGEM BRASILEIRA DO FADO

A origem do Fado que pretendemos estudar de uma forma mais pormenorizada, teve a influência africana dos escravos enviados para o Brasil.
Com base no livro de Ruben de Carvalho “As Músicas do Fado”, damos seguimento à sua história.
Começamos por dizer que o autor José Ramos Tinhorão descreve com rigor a existência no Brasil de uma dança com a designação de Fado. O seu aparecimento e implantação situam-se nos finais do século XVIII, primeiras décadas do XIX.
Segundo este autor “…O fado, uma dança tão voluptuosa, tão variada, que parece filha do mais apurado estado da arte. Uma simples viola serve melhor do que instrumento algum para o efeito.”
O Fado enquanto dança foi retratado, por diferentes estilos:
O primeiro estilo referido por José Ramos Tinhorão afirma que, “Ora uma só pessoa, homem ou mulher dança no meio da casa por algum tempo, fazendo os mais dificultosos passos, tomando as mais airosas posições acompanhando tudo isso com estalos que dá com os dedos, e vai depois a pouco e pouco aproximando-se de qualquer que lhe agrade, faz-lhe diante algumas negaças e viravoltas, e finalmente bate palmas, o que quer dizer que a escolheu para a substituir o seu lugar.”
O autor na sua obra refere também um segundo estilo onde:“Um homem e uma mulher dançam juntos, seguindo com a maior certeza o compasso da música, ora acompanham-na a passos lentos, ora apressados, depois repelem-se, depois juntam-se, o homem às vezes busca a mulher com passo ligeiros, enquanto ela, fazendo um pequeno movimento com o corpo e com os braços, recua vagarosamente, outras vezes é ela quem procura o homem que recua por seu terno, até que enfim acompanham-se de novo.”
Como ultimo estilo dançante,“Há também a roda em que dançam muitas pessoas, interrompendo certos compassos com palmas, e com um sapateado às vezes estrondoso, e prolongado, às vezes mais brando e mais breve, porém sempre igual e a um só tempo;”
Para cada estilo de dança, a sua música é sempre tocada em viola, onde o tocador muitas vezes cantava uma cantiga de pensamento poético.
O Fado Brasileiro fazia parte de um conjunto de manifestações coreográficas divulgadas à época, na antiga colónia com uma comum e forte influência africana, mas com um traço próprio. Enquanto umas danças radicam quase exclusivamente na tradição Africana e sua evolução Afro-crioula, o Fado-Dança apresenta-se com uma manifestação duplamente aculturada, onde se interligam elementos musicais Africanos e Europeus.
A gente branca da colónia do Brasil, frequentava os rituais negro-Africanos (calundus), e foi-se prolongando no tempo. A tendência para a vida Urbana acentuava-se em capitais como São Salvador e Rio de Janeiro, e a necessidade de formas de diversão para atender ao novo gosto citadino propiciou a fusão de dois modelos de danças de maior agrado no tempo: o Fandango Europeu (de inspiração Africana na origem) e a Umbigada dos batuques ao som dos estribilhos marcados por palmas, dos crioulos locais.
O fado aconteceu primeiro com a criação da “Fofa”, depois no “Lundum” e finalmente no Fado.
A dança do Fado surgiu como prolongamento do Lundum, onde era maior a participação de brancos da colónia, nesses bailes de negros, após a sua adaptação pelos mulatos e gente das baixas camadas que servia para explicar a rápida extensão da dança tanto no Brasil como em Portugal.
O fado é dançado comummente por brancos e negros.


FADO BRASILEIRO E O LUNDUM


O Fado-Dança resulta de uma fusão de elementos africanos e europeus. Este é caracterizado por uma participação branca diferente das outras manifestações (executada por negros, e a que os brancos assistem) enquanto o Fado é dançado comummente por brancos e negros.
O “Lundum”, tendo aparecido em pleno século XVII, deriva muito directamente de danças e rituais trazidas pelos escravos originários de Angola.
Esta designação tem origem no termo “Kilundu”, que é um nome de uma divindade secundária responsável pelo destino de cada pessoa. Este termo “Kilundu” acabou por dar origem a “calandus”, nome pelo qual passaram a ser designadas no século XVIII as cerimónias religiosas, com forte componente coreográfica das comunidades Afro-Brasileiras.
O Lundum aparece como uma versão profana das manifestações de terreiro, que, segundo o etnólogo Brás de Andrade, inclui expressões coreográficas de influência europeia (o erguer dos braços e o estalar dos dedos). Esta dança juntava a sensual “Umbigada” negra, também denominada por “Semba Angolano” de qual mais tarde nasceria o termo “Samba” onde as rodas de batuque e os respectivos instrumentos de percussão agrupados a passos gestuais de origem folclórica se viriam a acrescentar ao canto também de origem europeia.
Embora os primeiros fados de que há registo sejam pobres e pouco elaborados, tal como os seus compositores e intérpretes que representavam a classe mais baixa da população lisboeta, à qual o Fado andou associado nos seus primeiros tempos, sendo integrada no seio dos vocábulos tais como, prostituição, tabernas, vadios, entre outros era também característico pela transmissão de melancolia, tristeza, medo e amargura.
Sem grandes alternativas lúdicas, a aristocracia masculina deslocava-se até aos bairros pobres e degradados da cidade de Lisboa, onde se misturava com o povo nas tabernas e colectividades. Fala-se até hoje do caso da Maria Severa Honofriana (1820-1846) que se diz ter sido uma prostituta que cantava e tocava o Fado no bairro da Mouraria, encantando os senhores da época tendo inclusive mantido um relacionamento com o Conde de Vimioso
Maria Severa foi uma mulher popularizada pelo canto do Fado e inspiradora de um dos mais antigos Fados. Maria Severa “batia o Fado” com o Manozinho, (o mais antigo fadista do sítio) e com o Mesquita (um fadista que andara embarcado).
A Maria Romana, a Piedade, a Felicidade, a Joaninha e a Umbelina cega foram contemporâneas da Severa, tornando-se nas principais “fadistonas” bairristas.
As “fadistolatras” usavam umas saias de grande roda, sobre o curto e muito engomadas. Como cor das saias preferiam o cor-de-rosa e como tecido a chita. Usavam tamancos do Porto, sapatos de entrada abaixo ou sapatos de salto baixo e com fitas cruzadas nas pernas. O penteado baseava-se nas tranças enroladas, sobre as quais espetavam um “alto pente de tartaruga ordinária”


A GUITARRA PORTUGUESA


A guitarra portuguesa é um instrumento muito difundido em Portugal, sendo que mais se aproxima do sentido lusitano. Possui um timbre de tal modo inconfundível, que qualquer português a reconhece pelos acordes.
É um instrumento musical carregado de simbolismo, a ela se associam palavras como, destino, Fado e saudade.
O instrumento conhecido actualmente pelo nome de guitarra portuguesa foi conhecido até ao século XIX pelos nomes de “Citara” em Portugal e Espanha, “Cetra” em Itália e Córsega, “Criste” em França “Cittem” nas Ilhas Britânicas,”Cister”e “Zittern” na Alemanha e nos Países Baixos.
Em Portugal, o seu uso está documentado desde o século XVI (Citara), estando de início confinado aos círculos da côrte, terá posteriormente sido alargado a outros níveis populares.
A guitarra do Fado, foi durante muito tempo conhecida por guitarra “inglesa”. No século XVII, aproximadamente 1760, chega a Portugal a chamada guitarra “Inglesa”, algo semelhante a citara europeia, mas cuja estrutura interna foi alterada por construtores ingleses e alemães. Esta guitarra limitou-se aos círculos da alta sociedade, nunca se popularizando, acabando assim por desaparecer nos finais do século XIX.
Para a construção de qualquer guitarra portuguesa são utilizadas madeiras importadas, já que os fungos e ilhargas têm de ser fabricados em pau-santo, ácer ou mogno. O tampo é executado em “spruce” ou pinho de Flandres. Mas a grande diferença entre uma boa guitarra e uma má, reside na mão do construtor.
A guitarra portuguesa em linguagem técnica, é um cordofone composto, cuja caixa harmónica é periforme, ou seja, tem a forma de uma pêra. Sofreu diversas alterações a nível técnico e nas afinações, mas conservou o número de cordas e a técnica do dedilhado.
É constituída por doze cordas, ou seja, seis pares. Sofreu diversas alterações nas afinações, mas a que enraizou foi a “Afinação do Fado”, a começar pelas cordas mais agudas, Si-Lá-Mi-Si-Lá-Ré
Existem três tipos de Guitarra Portuguesa, a de Lisboa, a do Porto e a de Coimbra, mas que apenas diferem na forma.


"ALFREDO MARCENEIRO"
Alfredo Marceneiro era um rapaz que se apresentava sempre muito bem vestido, de fato, camisa engomada com o laço ao pescoço e com polainites de polimento calçados. Devido ao seu aspecto elegante, passou a ser conhecido por “Alfredo-Lulu” sendo o nome Lulu equivalente ao adjectivo “Janota” dos dias de hoje.
Em meados de 1920, um grupo de fadistas decidiu organizar no recinto Clube Montanha, uma festa de homenagem a dois nomes grandes do fado de então: Alfredo Correeiro e José Bacalhau.
O poeta Manuel Soares, responsável pela organização do evento, não prescindiu de convidar Alfredo para fazer parte do elenco.
No dia em que, juntamente com o guitarrista José Marques, estavam a ultimar os detalhes para a composição dos cartazes de promoção da festa, chegaram à conclusão que ambos desconheciam o apelido de Alfredo. Como acharam que «Lulu» não era o mais apropriado, decidiram por bem mandar imprimir os cartazes anunciando em destaque "ALFREDO MARCENEIRO", visto que esta era a sua profissão.
Os seguidores do Fado, que nunca perdiam a oportunidade de comparecer a estes espectáculos, sentiram grande curiosidade em saber quem era aquele Alfredo Marceneiro, de quem nunca tinham ouvido falar e que tinha merecido tamanha evidência!
Assim, não foi de admirar que rapidamente a lotação se tenha esgotado.
Alfredo cantou, pondo tal ênfase na sua actuação, que no final foram para ele todas as honras da noite. Dos comentários a esse espectáculo saiu extraordinariamente prestigiado o seu nome. E foi assim que “Alfredo Lulu” passou a ser para todos e para sempre conhecido.


O MARCENEIROLetra: Armando NevesMúsica: Alfredo Marceneiro (Fado CUF)
Com lídima expressão e voz sentida
Hei-de cumprir no Mundo a minha sorte
Alfredo Marceneiro toda a vida
Para cantar o fado até à morte.
Orgulho-me de ser em toda a parte Português e fadista verdadeiro,
Eu que me chamo Alfredo, mas Duarte
Sou para toda a gente o Marceneiro.
Este apelido em mim, que pouco valho,
Da minha honestidade é forte indício.
Sou Marceneiro, sim, porque trabalho,
Marceneiro no fado e no ofício.
Ao fado consagrei a vida inteira
E há muito, por direito de conquista.
Sou fadista, mas à minha maneira,
À maneira melhor de ser fadista.
E se alguém duvidar crave uma espada
Sem dó numa guitarra para crer,
A alma da guitarra mutilada
Dentro da minha alma há-de gemer.

2006-06-29

No meio da noite de uma lua prenhe,
me embalarás, cobrirás com teu corpo
e nele deixarás o sabor do teu abraço
que eu quis e esperei.
Numa noite de luar,
ainda que não seja cheia
sob a clara luz das estrelas
eu dançarei para ti e beijarei tua boca
com toque de pedra rara,
incendiando o teu sere a noite de lua e prata.
Vi-te, não sei como e quando
e gravei em mim os contornos
que um dia me foram dados ao jeito de revelação
Guardei-te para sempre em mim
na forma de cheiro e sabores,
tesouro que procurei nas alamedas da vida,
na escuridão dos meus dias
noutras almas que cruzei
só quero saber agora
porque ficamos à espera
de nos olharmos e ter e desvendar o mistériodo que seja o espaço e o tempo
nessa outra dimensão em que por inteiro estejas
tu… e eu.

2006-06-24

AMIGO

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração.
Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir.
Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa.
Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor... Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo.
Deve guardar segredo sem se sacrificar.Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados.
Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar.
Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo.
Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância.
Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar.
Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.
Vinicius de Moraes
ADORO todos os meus amigos...mas isto é para alguem muito especial...TU...a minha eterna irmã Elizabete Carvalho!

2006-06-19

estado de espirito

Hoje sinto-me viva como há muito nao sentia! Sinto que o meu coraçao se encheu de vida e me fez bombear todo o ser que tenho dentro de mim! Sentires-te uma menina que quer saltar e voar, que quer brincar na areia e construir castelos!
hoje sinto-me assim!

2006-06-16

poemas que nos fazem arrepiar

O silêncio da alma.
Sublime silêncio...que repara os erros, que seca as lágrimas, que apara arestas, que fecha feridas, que induz ao raciocínio, e abre as portas antes trancadas pela escuridão da ignorância, permitindo a entrada da luz, e o despertar da confiança.

Silêncio
Que desactiva todos os sentidos, e querendo falar, não se fala, querendo ouvir, não se ouve, querendo ver, não se vê, querendo tocar, não se toca e querendo aspirar, não aspira, não respira, não se sente, apenas pressente todo o desejo latente e perdido, de um coração triste e reprimido.


Silêncio Para que todo o pensamento flua, e reconhecendo cada erro, cada falha, a alma arrependida, se destila e depura, concebendo o dom do perdão e da graça.


Silêncio Para que se faça tangível a razão, reconhecendo os jardins dos desamores, mas transformando-os em jardins de flores, no templo puro e cristalino do coração.

Silêncio Para que todas as ofensas desapareçam, todas as dúvidas em confiança se convertam e as esperanças perdidas sejam recuperadas na certeza de uma alegria docemente renovada.


Silencio Para que eu me lembre de ti, de cada momento, de cada sentimento, de cada beijo tímido, que foram dados às escondidas, mas que nada devem ao pudor e que nada devem à dor ou mesmo aos desatinos, das nossas almas separadas por um curto destino

Silêncio Ao ver uma rosa vermelha eu me lembre do teu coração cheio de Amor. Ao ver a Lua cheia e luminosa, eu me lembre da ternura viva dos teus olhos. Ao ver o Oceano em repouso, eu me lembre a suavidade e a doçura da tua Paz. Ao ver o manto suave das nuvens, eu recorde a tua pele macia e sedosa. Ao ver o nascer do Sol, eu me lembre do esplendor do teu Sorriso e quando sentir à minha volta o milagre da vida, eu possa recordar que me fizeste sentir igual quando nos teus braços, revivi no calor do teu Amor.


Silêncio Para quando recordar cada toque da tua pele ainda sinta o perfume do teu corpo. Para quando recordar do calor dos teus lábios, ainda sinta o toque quente e húmido nos meus. Para quando recordar cada diálogo contigo ainda sinta a vibração amorosa da tua voz. Para quando recordar cada lugar que juntos caminhamos, ainda sinta a energia das tuas mãos, apertando as minhas.


Silêncio Este silêncio que devora cada dia, cada hora, cada minuto e cada segundo, de uma forma lenta, triste, inconsolável. E aos olhos atentos do mundo, a dor e a solidão não serão notadas, a minha alma vertendo em lágrimas, de uma saudade incontrolável, recordará a tua doce existência como um Sol brilhando na minha alma.

Ass.: Mico ( O Homem mais doce e apaixonado)


Entre fotos, recortes, palavras...
tu estavas aqui suprindo o meu ser
Meu eterno encanto de dias reluzentes
Até ontem, um amor, uma vida, um todo pleno
Posso ainda por mais que me fira
Por mais que me transforme
Para nunca mais ser eu mesma
Posso ainda...Sentir-te a percorrer o meu corpo
Dizendo tudo que meu íntimo não poderia mais esperar
De repente, do riso fez-se o pranto
Da brasa fez-se a frieza
Da face lisa e meiga, o olhar perdido
Da alma intensa ora despedaçada...
Para onde foi o brilho dos dias?
O encanto do cheiro da rosa...
O suor depois de muito amar?

um pensamento em forma de desabafo

Saber que se ama alguem, mas que esse alguem nos magoou muito...
Mas saber que apesar de tudo és amado e que ainda sofres por teres de ser tu neste momento a magoá-lo!
É uma incognita muito aflitiva que se encontra dentro de mim, saber que amo, saber que quero, mas saber que tenho de fazer com que a pessoa perceba que tem de mudar para podermos ser felizes!
E isto é um risco que corro, porque só Deus sabe o medo que tenho da ausencia dele, o medo que tenho que afinal ele já nao queira lutar por mim!
Mas amar, nao é apenas dize-lo muitas vezes e eu preciso de me sentir amada, respeitada, "venerada" talvez! Preciso que me voltem a fazer sentir aquela mulher que era feliz só por ter aquele homem ao lado!
Com isto tudo, sinto-me triste mas ao mesmo tempo aliviada porque consegui dizer-lhe tudo o que sinto e agora, só me resta mesmo esperar um sinal, uma verdadeira prova de amor! ( isto se ele quiser)
Sinto a minha cabeça confusa, talvez pelo hábito de o ter todos os dias a meu lado, contudo acho que devo permanecer assim! Tentar perceber muita coisa que se passou e dar-lhe espaço para abrir os olhos e realmente ver o que quer da vida!